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DIA DOS ANIMAIS É 04 DE OUTUBRO
APRENDA ÓTIMOS GESTOS PARA CÃES
Os cães são considerados os melhores amigos do homem. E não receberam esse posto à toa. São carinhosos, brincalhões, defendem seus donos e estão sempre por perto. No Dia Mundial dos Animais (4 de outubro), quando também é celebrado o santo protetor deles, São Francisco de Assis, confira dez gestos simples para retribuir a amizade do pet, de acordo com as veterinárias Denise Saretta Schwartz, professora da Universidade de São Paulo (USP); e Maria Lúcia Gomes Lourenço, professora da Universidade Estadual Paulista (Unesp)/Botucatu.
1) Ração: Oferecer alimentos humanos aos cachorros não faz mal, se conseguir montar uma refeição balanceada para eles, segundo Denise. Uma dieta caseira inadequada pode levar a várias deficiências e excessos, causando obesidade, desnutrição ou problemas de pele. "Certos condimentos e ingredientes utilizados na culinária humana podem ser prejudiciais à saúde do cão", disse Maria Lúcia. Como elaborar um cardápio adequado não é tarefa fácil para os leigos, por isso a melhor aposta é realmente a ração. Aos seus olhos, pode até parecer nada apetitosa, mas a comida para cachorros apresenta os ingredientes necessários e nas quantidades adequadas ao seu amigo de quatro patas.
Na hora de escolher qual das muitas opções da prateleira é a melhor, conte com a ajuda do veterinário, que também auxilia a determinar a quantidade diária. A ração deve ser dividida em, ao menos, duas porções.
O ideal é que o animal coma na hora em que o alimento é fornecido, principalmente no caso das rações úmidas. O pote tem de estar limpo. Lave-o com água e sabão, da mesma forma que suas louças.
2) Sem exceções: Qual dono não gosta de satisfazer as vontades do cãozinho, principalmente quando faz aquele olhar pidão? No entanto, essa atitude prejudica a saúde quando o assunto em questão é comida. "O queijo, por exemplo, contém uma quantidade grande de calorias. Um pedacinho para o cão equivale a quase a metade do queijo de uma vez para os humanos. Devemos lembrar que os cães são bem menores do que nós", afirmou a professora da USP.
Doces, então, nem pensar. Causam obesidade e problemas dentários, e estimulam a liberação de insulina. É difícil, mas vale a pena fazer um esforço e conter-se quando estiver saboreando uma guloseima qualquer e seu animal fazendo a maior festa para ganhar uma lasquinha que seja.
3) Nada de petiscos: OK, você não deve presentear o seu pet com pedaços de alimentos para humanos. Então, a forma de driblar a situação é dar petiscos próprios, certo? Não, na opinião da veterinária Denise. "Eles geralmente contêm muita gordura e sal." Nada melhor do que agradá-lo com carinhos e muita brincadeira. Nem pense em conquistá-lo pela barriga.
4) Brinquedos: Os brinquedos são bem-vindos na hora da diversão. Mas fique tão atento quanto ficaria ao escolher um mimo para crianças. Não podem ser muito pequenos ou conter partes fáceis de engolir. Assim, evita que o animal engasgue ou precise passar por uma cirurgia para retirar o objeto.
5) Xô, sedentarismo: Não são apenas os humanos que têm a possibilidade de serem sedentários. Os cães também podem sofrer desse mal. A falta de exercício traz problemas, como os respiratórios e a obesidade. Caminhadas de 20 a 30 minutos, de três a cinco dias por semana, são uma boa atitude, que beneficia os bichinhos e seus donos ao mesmo tempo. Dê adeus à fadiga e coloque suas pernas e as patas do seu colega em ação.
Use sempre uma guia, o que afasta o risco de atropelamentos, briga entre cães e acesso a lixo e produtos tóxicos que estejam no chão. Se o animal vive dentro de casa e sobe em sofás e camas, higienize suas patinhas na volta do passeio. Use água morna e sabonete neutro, enxágue bem e seque. Outra alternativa é usar lenços umedecidos.
6) Vacinação: A frase "quem ama cuida" se enquadra também ao relacionamento entre homens e animais. É fundamental que os pets sejam vacinados, o que afasta o perigo de transmissão de doenças até para seus donos, como a raiva e leptospirose.
"Todo filhote deve receber três ou quatro doses das vacinas contra as doenças infecciosas mais comuns - cinomose, parvovirose, hepatite canina, leptospirose, parainfluenza canina - dependendo da idade de início da vacinação, raça e histórico de vacinação da mãe. Todas devem ser repetidas anualmente, assim como a antirrábica", disse Denise. Não se esqueça de levar seu cão semestralmente ou pelo menos uma vez por ano ao veterinário.
7) Esqueça o leitinho: É bastante comum, principalmente quando o cachorro ainda é filhote, oferecer leite. Se você tem esse costume, saiba que está para lá de errado. "Pode causar diarreia e gases em alguns animais. Caso o filhote já tenha sido desmamado, não há necessidade de leite", disse Denise.
O animal pode beber outros líquidos, como chás, quando indicado pelo veterinário. Nem pense em refrigerantes, sucos com açúcar e bebidas alcoólicas. A água ainda é a melhor pedida. Lave bem a vasilha com sabão, enxágue e troque o liquido uma vez por dia ou quando notar a presença de restos de alimento ou sujeira.
8) Sol: Pode parecer frescura, mas os cães também precisam de banhos de sol, antes das 10h e depois das 16h. É importante para a síntese da vitamina D, da mesma forma que para as pessoas. Eles devem ter um abrigo, para evitar insolação, e água à vontade.
9) Banho: Dê banho em seu cachorro sempre que estiver sujo. Pode ser a cada semana, 15 dias ou um mês. "É importante que proteja os ouvidos com algodão parafinado, com o intuito de evitar problemas como otites", afirmou a professora da Unesp. Aposte em sabonete neutro ou produtos específicos e água morna. Sendo assim, nada de lavá-lo com a mangueira. Se você não gosta de banhar-se com água fria, por que ele gostaria? Seque-o com o auxílio de uma toalha.
Não se esqueça de penteá-lo com o objetivo de evitar a formação de nós, dermatoses (doenças de pele) e ingestão de pelos.
10) Higiene bucal: Cães também precisam escovar os dentes diariamente para mantê-los saudáveis. Não use seu creme dental, pois podem desenvolver gastrite por engoli-lo. Opte por escova e pasta de dentes específicos para animais.
COMO CRIAR ANIMAIS EM CASA
O que fazer quando seu animal de estimação ganha um companheiro, seja da mesma espécie ou de outra
Gato, cachorro, passarinho, pintinho, tartaruga, coelho. Tem gente que gosta tanto de bicho que faz da casa um verdadeiro zoológico. A maioria das pessoas, no entanto, tem razão em se preocupar com os problemas que a convivência entre animais domésticos pode trazer. Afinal, os mascotes irão dividir o espaço e a atenção dos donos - e nem sempre isso se dá de forma pacífica. Ter paciência é a primeira regra para quem pretende adotar um segundo filhote, seja qual for a espécie de animal que se queira ter em casa. A seguir, algumas recomendações de especialistas para facilitar a adaptação, tanto para o "dono do pedaço" quanto para o que está chegando.
TERRITÓRIO OCUPADO
Se você quiser levar um filhote para casa, como companhia para o cão mais velho, deixe claro que o mais antigo é o líder. Alimente-os separadamente e dê mais atenção sempre ao cão mais velho, para que ele sinta segurança. O filhote sempre entenderá tal atitude, pois verá o outro animal como líder. Caso sejam ambos da mesma raça, eles terão hábitos semelhantes, o que facilitará a convivência. Caso sejam de raças e principalmente de tamanhos muito diferentes, é bom ficar sempre de olho para que não saiam brigas violentas quando eles forem adultos e passarem a disputar tanto o território quanto a atenção dos donos. Dois machos convivendo com uma mesma fêmea é uma situação pouco recomendável. Quando ela entrar no cio, os dois irão se enfrentar sem dó nem piedade.
NINHADA POR CHEGAR
Se você deixou sua cadela ou gata cruzar, prepare-se para viver alguns momentos de turbulência. Mesmo que a natureza seja sábia e tenha preparado a fêmea para cuidar da prole, há casos em que surgem imprevistos. Mães precoces ou pais excessivamente ciumentos podem ter dificuldade em aceitar a nova situação. Se por acaso você perceber agressividade do pai ou mesmo da mãe para com os filhotes logo após o nascimento, separe-os da ninhada e entre em contato com seu veterinário, para que ele possa orientá-la.
SEU BEBÊ E O CACHORRO
Quem assistiu ao desenho A Dama e o Vagabundo deve ter se emocionado com a cena em que a cadela vai embora de casa por pensar que foi trocada pelo bebê. Pois bem, o sentimento de desprezo pode afetar o comportamento de seu bicho de estimação. Apesar da chegada de um filho modificar radicalmente a rotina de uma casa, o animal de estimação não pode ser esquecido. Procure arrumar um tempo ou peça ajuda a alguém para cuidar de seu bicho, levando-o para passear, alimentando-o corretamente e, acima de tudo, dando o carinho que ele com certeza pedirá. Para evitar acidentes, não deixe seu filho sozinho com o bicho. Aos poucos, o animal perceberá que o seu lugar na família está garantido e vai incorporar o novo membro com tranqüilidade.
EVITANDO ARRANHÕES
A apresentação de um filhote novo para um gato mais velho deve ser precedida de alguns cuidados. Os dois podem se estranhar - e apartar uma briga de gatos é quase impossível. Faça um contato através do cheiro de ambos: troque os panos de dormir durante alguns dias ou esfregue uma toalha no corpo de um e deixe para o outro "conhecer" o cheiro. No primeiro encontro, deixe os gatos à vontade e em território conhecido por ambos. Só interfira caso eles comecem a dar mostras de agressividade. O primeiro contato normalmente é feito focinho com focinho e dependerá da personalidade dos dois. O filhote pode "chiar" para parecer feroz e o mais velho poderá cheirar o pescoço do pequeno, além de toda a parte lateral até a região traseira. Repita esses contatos, aumentando o tempo até ter certeza de que eles já podem conviver tranqüilamente. Lembrete importante: a vacinação deles deverá estar em dia antes do primeiro encontro.
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